sábado, 19 de fevereiro de 2011

O triste fim de um pudim...

Saímos quase todos os finais de semana - a "bisa", Tia Ná, tia Dô, tia Má (que não é má, obviamente!!) e a bisneta Bibi. Vez por outra alguns amigos de tia Dô, que ja dizem fazer parte da família. Sendo assim. algumas vezes vamos à casa de praia da tia Dô, outras vezes ao sítio de um desses amigosquasefamilia.
E foi no último final de semana que tia Ná vivenciou uma situação única - viajar carregando uma sobremesa surpresa feita pela tia Dô para seus amigos que estavam no sítio. Tratava-se de um misto de pudim com gelatina, abacaxi picadinho e cobertura à base de creme de leite...tudo muito bonito e certamente apetitoso, colocado numa forma grande de vidro e com muita fartura. Coberto com uma folha de papel alumínio.
Obviamente era uma sobremesa gelada.
Primeiro equívoco - fazer uma sobremesa gelada para carregar no colo, acreditando que durante a viagem sob sol escaldante a sobremesa permaneceria geladinha e firme!!!
Segundo equiívoco: deixar para fazer "uma comprinha" pelo caminho. Vale  lembrar: a sobremesa saiu do Ipiranga/SP e seguia para São Roque. E pior que a ideia de fazer essa "comprinha"(ao olhar de tia Ná totalmente ilógica no momento) foi perder a entrada para o supermercado e entrar noutra cidadezinha (Cotia) para procurar um mercadinho qualquer - e demorar para encontrar.
Terceiro equívoco - Tia Má não compreendeu bem o mapa indicativo para chegada ao sítio e tia Dô, teimosa como sempre, não ouvia a sábia tia Ná, que havia estado na região há pouco tempo e insistia que o caminho escolhido não era o correto.
Nestas alturas da manhã, já praticamente passando o horário do almoço, todas já estavam com fome... a Coca-Cola que fora comprada no caminha, já esquentando e sem gás, a certeza que estavamos no caminho errado e a sobremesa já totalmente líquida, escorria por todos os lados da forma, uma vez que a estrada de terra era cheia de buracos, pedras de todos os tamanhos, estreita e com subidas e descidas íngremes. O sofrimento de tia Ná para equilibrar a sobremesa fazia a diversão de todas. Suas mãos já estavam totalmente meladas com a calda doce e grudenta. Quase não havia mais jornal disponível para manter a roupa limpa. O stress já estava a caminho e os braços já cansados de tanto fazer malabarismo com a forma para evitar que a sobremesa terminasse antes mesmo de ser experimentada. Mas como fazer isso num veículo em movimentos rápidos?? Quase impossível.
Quarto equívoco - Ao ver uma descida longa pela frente e ter a mais absoluta certeza que estávamos no caminho errado, tia Dô resolve manobrar para voltar...para poupar a tia Ná de mais sacrifício. Rindo muito pela situação, não percebe uma valeta e pronto!! A roda trazeira do veículo fica presa. Descem todas para aliviar peso do carro. Tia Mà e Bibí começar a pegar pedras para calçar as rodas... bisa segura garrafinhas de Coca-Cola quente, não sabemos porquê, já que as mesmas não sairiam do carro sozinhas e estávamos todas ali, bem pertinho. E tia Ná que não soltava a forma da sobremesa, sempre tentando "salvar" o conteúdo já pela metade. Não fosse a ajuda de um veículo passante e ainda estaríamos lá...
Finalmente conseguimos encontrar o caminho certo...não menos esburacado e íngreme. Finalmente estávamos perto do sítio. E nesse momento uma questão: oque seria pior, na concepção da dia Dô - chegar com as "mãos vazias", sem nenhum agradinho ao dono do sítio ou...chegar com uma forma toda melecada e quase vazia, esperando que o que havia sobrado pudesse gelar novamente e ser dividido em porção mínima para os que ali estavam. Resposta óbvia: melhor seria jogar oque havia sobrado no mato, tentar limpar um pouco a forma e rir muito ao explicar todo o drama ocorrido.
Assim, depois de umas longas 3 horas, eis que chegamos ao destino e tudo que tiveram da sobremesa surpresa foi a surpresa de não terem sobremesa.
No final das contas, o fim de semana foi espetacular...

sábado, 17 de julho de 2010

o dia em que a prima da tia Ná dirigiu...

Momentos hilários não acontecem somente quando tia Ná está por perto. Não!!! isso deve ser uma questão genética, pois a prima Nédina, uma criatura de excepcional bom humor, também "faz das suas".
Pra falar a verdade, a prima Nédina jamais aprendeu a dirigir... mas teve seu dia de glória dirigindo um carrão importado lá pelo interior do Estado. Domingo tranquilo, muito sol, calor que pedia sorvete. Domingo no interior é assim, jovens, adultos, crianças (em grande número), todos na praça que fica defronte a Igreja Matriz, jogando conversa fora, brincando, paqueras mil. Nédina gosta disso e por ser filha da terra, conhece e é conhecida de muita gente. Mas um dia... sem mais e nem menos chega uma visita pra Nédina: um amigo de infância que havia muito não aparecia na cidade. Estava gordo, cabelos já grisalhos, bem diferente do jovem franzino e de cabelos estúpidamente negros de outrora...Chegou à cidade assim sem mais e nem menos, sem aviso prévio e foi direto pra casa da Nédina, já que era também amigo da família. Conversa vai, conversa vem e resolveram sair pra tomar sorvete no centro. Foi então que o hilário aconteceu: o carro do amigo era importado e tinha a direção do lado direito, oque fez com que Nédina, sentada no banco do carona, passasse a impressão de estar dirigindo...Quando ela se deu conta do que estava acontecendo, que as pessoas olhavam admiradas e davam "tchauzinhos" cheios de surpresa, prima da tia Ná que é... logo aproveitou a situação e curtiu seu momento de "motorista"...até que não pode mais resistir e caiu numa tremenda gargalhada... ´
Até hoje ainda tem gente que se lembra do dia em que Nédina dirigiu...
É bem verdade o que dizem: "quem sai aos seus não degenera"... prima de tia Ná não poderia ser diferente!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

história de velório II

Esse fato aconteceu com o irmão da tia Ná. Não é bem um caso de velório, pois aconteceu durante a saída deste, pro sepultamento. Ela não estava presente, ainda bem. Mas o fato foi: um amigo do irmão de tia Ná faleceu. Jovem ainda,  pesava uns 180 a 200kg. O velório concorrido, pois este jovem era muito popular na região onde morava, além do mais era sindicalista, portanto muita gente estava alí presente para a despedida. Fechado o caixão, os amigos mais chegados se puseram a carregá-lo...e então, o inimaginável aconteceu: pelo peso excessivo do morto, o fundo do caixão começou a ceder num dos lados e o dito cujo começou a cair...O pânico se instalou, porque algumas pessoas começaram a gritar, outras a correr...e se não fosse a presteza dos que o conduziam, o pobre homem teria se estatelado no chão...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

retomando...

Depois de tanto tempo sem postar nada...finalmente vou poder retornar ao blog, contando mais desatinos de uma pessoa bem-humorada, a tia Ná.

Passando o final de semana em Peruíbe, eis que tia Ná relata um fato hilário acontecido com seu filho e uma sua amiga, lá na Paraíba. Estavam os tres no supermercado e o carrinho que a amiga (vamos chamá-la Bea) empurrava, estava emperrando, andava um pedaço e logo emperrava novamente. O filho de Tia Ná percebeu que havia alguma coisa prendendo uma das rodas, talvez um pedaço de plástico ou fio e avisa a Bea, dizendo: Bea, tá amarrado!!!
Ao que Bea, uma cristã evangélica neo-pentecostal, acreditando que ele estava se referindo a alguma coisa espiritual, respondia _ "em nome de Jesus". Ele novamente avisa: - Bea, tá amarrado (e apontava o carrinho)... e ela: - "em nome de Jesus"... Foi só então que ele teve uma crise de riso, segurou o carrinho e mostrou a roda emperrada pra ela...
Foi hilário, até hoje rimos dessa passagem.
bjs

sábado, 27 de junho de 2009

conversa animada

Esse fato não aconteceu com a tia Ná... afinal, não é sempre que as coisas mais hilárias acontecem com ela...tem também outros membros da família que de vez em quando "aprontam" alguma...
O ocorrido foi com uma das irmãs da tia Ná. Como sempre não falaremos em nomes - de pessoas, nem de locais. Pelo óbvio. Mas vamos aos fatos. A família resolveu visitar uns parentes no interior, que não viam há muitos anos. A alegria era grande, tudo corria às mil maravilhas... à tardinha, após o cafezinho com biscoitos de nata, as visitantes e os visitados foram se acomodando onde melhor lhes parecia. Os mais velhos na sala de estar, uma prima ficou lendo alguma coisa na biblioteca, outra preferiu a espreguiçadeira da varanda, a olhar a rua...e uma das irmãs de tia Ná ficou conversando com sua prima, dona da casa. Tudo normal, não fosse a tal prima uma pessoa extremamente calma, de fala mansa, voz baixa...e com a eterna mania de reclamar de suas doenças - verdadeiras ou imaginárias. E a irmã de tia Ná começou a sentir sono...bocejava e derramava lágrimas sonolentas...e a prima falando...falando...até que não deu mais: ela "cabeceou" e só não infartou ali de susto, porque o coração é forte...havia dormido, literalmente dormido...O susto foi tão grande quando sua cabeça "caiu" - e quase que ela toda, claro...que despertou imediatamente. E se deu conta que a prima ainda continuava falando, falando...sem perceber oque havia acontecido. Ainda bem que as duas estavam sós na saleta, senão ...

sábado, 20 de junho de 2009

o sofá....

Esse "causo" aconteceu exatamento hoje, data da publicação do post. Semana passada Tia Ná acompanhou uma de suas irmãs até S. Vicente, para comprar alguns móveis para o novo apartamento de veraneio. Hoje foram ver como anda a reforma e verificar os móveis que haviam sido entregues, entre eles um lindo jogo estofado...grande, super confortável. Tudo estava devidamente embalado, sendo assim, resolveram desembrulhar um dos sofás pra ver se estava tudo de acordo. Perceberam então que faltavam as almofadas do encosto. Se entreolharam e resolveram verificar no sofá maior... e o problema também se apresentava. E olham de um lado, de outro, tantam levantar as almofadas do assento pra ver se havia alguma coisa embaixo... nada. Os dois sofás se apresentavam do mesmíssimo jeito: os braços, o assento... e um vão logo após o assento. Nem encosto, nem almofadas. Um grande problema, já que os móveis foram pagos à vista e haviam sido entregues ha vários dias. Tia Ná e sua irmã foram até a loja reclamar do ocorrido... c omo poderiam ter feito uma coisa dessas? Paga-se tão caro para se ter móveis de boa qualidade e eis que descuidadamente entregam as peças faltando pedaços. Na loja foram logo reconhecidas pelo vendedor que as atendeu no dia da compra. Ao ser informado do "problema" o homem ficou desconfiado...não era possível oque elas diziam, mas como elas insistiam na explicação ele achou melhor encaminhar o caso à assistência tecnica. E lá vão as duas...a irmã da Tia Ná fala com o encarregado, delicadamente - nem ela acreditava que alguma loja pudesse entregar sofás faltando pedaço, mas enfim... protocolou a reclamação. Voltando pro apto, elas resolveram colocar os móveis dentro dos sacos plásticos novamente, mas como as peças eram muito pesadas, Tia Ná teve a ideia de colocar os dois sofás virados pra cima, "em pé" sobre um dos braços, pois facilitaria a colocação dos enormes sacos plásticos que os envolviam. Então... o susto: no fundo do sofá havia uma "coisa macia", grande... pareciam almofadas. Entreolharam-se, boquiabertas... oque era aquilo??? Nada mais, nada menos que o encosto do sofá com suas almofadas. Mico...agora é esperar pra ver o que o técnico vai dizer... e ficar imaginando o quanto vai rir da "bobeira" das duas irmãs...

Histórias de velório

Se tem uma coisa que tia Ná tem dificuldade é ir em velório sem ter uma crise de riso. Não por falta de respeito e sentimento para com os enlutados, nem por falta de educação...creio que seja mesmo a tensão, o nervosismo, o ambiente estressante que representa um velório. E se ela estiver acompanhada das duas irmãs, então, nem se fala... Sim, porque as suas irmãs são também como ela... e tem o "dom" de ter crise de risos em velórios.
Fato é que hoje elas relembravam uns desses momentos. O primeiro aconteceu por ocasião do falecimento de uma vizinha. No velório a consternação dos filhos da jovem mulher. Parentes e amigos tristes. Mas um amigo da falecida chegou e começou a falar alguma coisa sobre a mesma, alguns começaram a chorar alto, de maneira escandalosa... oque bastou para a irmã de tia Ná começar a rir. A princípio um riso desajeitado, que aos poucos foi se transformando num riso quase incontido. Tia Ná cutucou a irmã, que colocou as mãos no rosto, abaixou a cabeça e ria, ria, ria cada vez mais... Nesse momento uma parente da falecida viu a cena, pensou que a irmã de Tia Ná estivesse chorando convulsivamente e toda carinhosa se aproximou e começou a consolá-la. Não prestou. Tia Ná saiu correndo pra poder rir à vontade longe dos olhares dos presentes...e sua irmã desvencilhou-se da "consoladora" e foi atrás de Tia Ná...As duas deixaram o velório, chegaram no carro e só então deram vazão à gargalhada contida... choraram, sim, mas de tanto rir. Só voltaram àquele local no dia seguinte, na hora do sepultamento.
Outro fato aconteceu no momento do sepultamento do sogro da irmã de Tia Ná. Já no cemitério, acompanhavam o procedimento quando uma cunhada do falecido chegou, toda apressada, atrasada que estava, pois havia viajado e não pode chegar antes.
Tia Ná, sua irmã e uma sobrinha do falecido estavam paradas um pouco afastadas quando essa senhora chega e começa a chorar abraçada com a sobrinha e tentanto explicar o motivo de seu atraso: ela estava num "nique-pique"... sim, isso mesmo... ela insistia em dizer "nique-pique" ao invés de "pique-nique"...Preciso dizer mais? Tia Ná e sua irmã precisaram sair correndo dali e sair para longe de todos, de tanto que riam... não disseram uma palavra uma à outra, somente se entreolharam...choraram, sim... de tanto rir...
Até hoje, podendo, elas evitam estar juntas num velório... não presta, sempre acabam rindo.